O setor farmacêutico consta entre os principais responsáveis por depósitos de patentes no Brasil, especialmente entre empresas estrangeiras, segundo a publicacão Rankings de depositantes de Propriedade Intelectual de 2025 divulgados pelo INPI, no final de maio. O dado reforça a relevância estratégica da indústria para a inovação em saúde e para a proteção de tecnologias no país.
O ranking revela a concentração setorial de depósitos de patentes de invenção. Entre os não residentes, predominam setores intensivos em tecnologia, como eletrônica e tecnologia da informação (27,8%), química (14,8%) e farmacêutico (11,1%). Entre os residentes, a atividade está mais concentrada em segmentos como indústria automotiva, óleo e gás e pesquisa científica, com forte peso de universidades e institutos públicos.
Os dados demonstram ainda a predominância de depositantes não residentes no país no caso das patentes. Os 50 maiores depositantes não residentes somaram 6.183 pedidos. Já os 51 maiores depositantes residentes somaram 1.957 pedidos. EUA lideram com 30% das empresas do ranking, seguidos pela China (20%).
Entre os depositantes nacionais, a liderança ficou com a Stellantis (225 depósitos), seguida pela Petrobras (172) e pela UFMG (94), demonstrando o protagonismo da indústria instalada e das universidades públicas. Já entre os estrangeiros, o volume é substancialmente superior, com destaque para Huawei (652 depósitos), Qualcomm (514) e Nokia (308), o que evidencia a forte presença de empresas globais no sistema brasileiro de proteção tecnológica.
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