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Inovação é essencial para garantir mais qualidade de vida, defende presidente da Interfarma

Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma, e Luciana Holtz, presidente do Oncoguia, conversaram, na manhã desta terça-feira, 19/08, com a jornalista Camila Silveira sobre os desafios e as oportunidades para ampliar o acesso a terapias inovadoras e fortalecer o ecossistema de saúde no Brasil, durante debate promovido pelo Estadão Blue Studio.

Porto destacou que a inovação é essencial para garantir mais qualidade de vida e longevidade à população. “Apenas com pesquisa e desenvolvimento conseguimos revolucionar os tratamentos. Sem inovação, ainda estaríamos lidando com medicamentos da década de 1950”, afirmou o presidente-executivo da Interfarma. Segundo ele, o processo de desenvolvimento de um novo medicamento leva, em média, 10 a 15 anos, com investimentos bilionários e taxas de sucesso baixas.

Holtz reforçou a importância da inovação para transformar a experiência dos pacientes oncológicos. “Graças aos avanços, hoje conseguimos diagnosticar e tratar melhor. Temos terapias menos tóxicas e mais eficazes, que permitem ao paciente manter qualidade de vida e, em muitos casos, continuar trabalhando durante o tratamento”, destacou.

Apesar dos avanços, o país ainda precisa superar entraves, como a morosidade regulatória e a demora na incorporação e disponibilização de medicamentos ao sistema público. Segundo o presidente da Interfarma, após a recomendação da Conitec para incorporar um medicamento, o paciente pode “esperar, em média, 17 meses para ter acesso”.

Porto lembrou que a propriedade intelectual é peça-chave para manter o ciclo da inovação. “A patente não encarece o medicamento. Ela garante que o investimento feito em pesquisa retorne e viabiliza o desenvolvimento de novas soluções. Sem proteção, não há sustentabilidade para o setor”, enfatizou.

A colaboração entre governo, indústria, profissionais de saúde, pacientes e sociedade civil é caminho para reduzir desigualdades e acelerar o acesso a terapias inovadoras. Além disso, é preciso priorizar a ciência nas decisões sobre saúde. “Estamos falando de vidas, não apenas de números ou relatórios. Precisamos ter esse compromisso de conseguir colaborar cada vez mais em prol de salvar vidas”, resumiu Holtz.

“As maiores soluções das últimas décadas vieram dos medicamentos, das vacinas e das terapias avançadas. Precisamos assumir responsabilidades e garantir que o Brasil esteja na vanguarda da inovação, com acesso justo para todos os pacientes”, acrescentou o presidente da Interfarma.

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