Na manhã desta quarta-feira (18/6), no campus do MIT em Cambridge, realizamos um encontro para debater os caminhos para destravar o acesso à inovação em saúde na América Latina.
Promovido pela Interfarma, em parceria com a FIFARMA e a ABIQUIFI, com apoio editorial da MIT Technology Review Brasil, o evento promoveu um diálogo qualificado sobre os desafios e oportunidades para tornar a região mais atrativa ao investimento em pesquisa clínica, biotecnologia e desenvolvimento de novas terapias.
Na programação, foram apresentados dados que evidenciam o atraso da América Latina no acesso a tecnologias inovadoras, e que trouxeram à tona a importância de acelerar transformações que aproximem a região de países que conseguiram transformar seu perfil de inovação nas últimas décadas.
Durante o debate, os participantes ressaltaram que a pesquisa clínica é um elo fundamental nesse ciclo de acesso, não apenas pela geração de dados para incorporação e precificação, mas também pelo impacto científico, assistencial e econômico que promove. A baixa participação da América Latina em estudos de fase 1 e 2 foi apontada como um dos sintomas da falta de estrutura para transformar ciência em produto.
Ao longo da sessão, foi consenso que a inovação exige um esforço conjunto e políticas de Estado que garantam previsibilidade, segurança jurídica e incentivos estruturados para pesquisa e desenvolvimento.
“Inovar é para levar o melhor tratamento à população. Inovar é utilizar as ferramentas que nós temos para que o marco regulatório brasileiro não apenas mantenha o que temos hoje, mas acelere esse processo de maneira qualificada. O Brasil precisa estar mais à frente nesse ciclo”, afirmou Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma.