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Artigo: O verdadeiro valor da inovação está na jornada do paciente

*Por Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma

A inovação em saúde é desenvolvida para cumprir o seu papel, ou seja, mudar a vida das pessoas. Para que a pessoa viva mais e melhor é necessário o efetivo acesso à inovação. Entretanto, para o acesso é fundamental que haja um novo olhar sobre o processo de incorporação de tecnologias. O debate centrado na tecnologia e em parâmetros econômicos desatualizados deixa de lado vários aspectos necessários para um sistema de saúde que gere valor, principalmente a razão de sua existência: o paciente.

O conceito de Cuidado Baseado em Valor (Value-Based Healthcare – VBHC) propõe exatamente essa mudança de perspectiva. Mais do que contabilizar procedimentos ou custos isolados, o foco passa a ser a jornada do paciente e os resultados efetivamente alcançados ao longo do cuidado. Nessa lógica, inovação, tecnologia, integração dos serviços e uso inteligente de dados deixam de ser objetivos independentes e passam a atuar de forma complementar para produzir melhores resultados em saúde.

Essa abordagem também amplia a discussão sobre sustentabilidade. É necessário ampliar a perspectiva de análise de tecnologias. Focar exclusivamente no custo direto e imediato é ignorar benefícios como a prevenção de complicações, a redução de internações, a recuperação funcional e até mesmo o custo de não tratar ou tratar tardiamente uma doença. Gerar valor é utilizar os recursos de forma mais eficiente para entregar melhores resultados às pessoas. E não importa o sistema: público ou suplementar.

É com essa visão que a Interfarma lança o white paper “Do custo ao valor: uma agenda para o futuro do sistema de saúde brasileiro”. O documento reúne experiências nacionais e internacionais e apresenta propostas para fortalecer uma agenda que coloque o paciente no centro das decisões, integrando inovação, avaliação de tecnologias, transformação digital e sustentabilidade. Mais do que conceitos, trata-se de um convite para construirmos, de forma colaborativa, um sistema de saúde resiliente e capaz de medir o sucesso não apenas pelo que gasta, mas, principalmente, pelo valor que entrega à sociedade.

A pergunta que fica é: estamos dispostos a medir sucesso em saúde pelo que gastamos, ou pelo que entregamos às pessoas?

Acesse ao documento completo clicando aqui

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